Está aberta a temporada de caça aos clientes

dezembro 11, 2008

A entrada da GVT no mercado de telefonia baiano promete dar muita dor de cabeça para a Oi/Telemar.

O mercado de internet banda larga/ADSL de Salvador, restrito até o momento ao monopólio da Oi/Telemar, começa a se expandir. Lançada no inicio de setembro, a GVT (Global Village Telecom) promete acabar com a hegemonia da cidade. O principal foco da companhia no momento é o serviço de internet em alta velocidade.

Enquanto o Velox, ADSL da Oi, tem planos que variam entre R$120,90 (telefone fixo + internet de 1MB) e R$ 314,90 (telefone fixo + internet de 8MB), a GVT oferece planos que vão mais em conta. A nova operadora lança velocidades superiores, com valores mais baixos. O telefone fixo com internet de 3MB sai por cerca de R$120. O plano de maior velocidade (20MB) custa R$ 501,05.

A GVT já conta com muitos novos clientes, entre eles pessoas que não tinham acesso ao Velox, devido à localização de suas residências ou ao elevado valor do serviço. Um dos entrevistados, afirmou que não tinha acesso ao serviço em decorrência do local onde mora. Era preciso, então, utilizar internet discada ou à cabo. “O serviço da NET não tem a qualidade nem a velocidade que eu gostaria de ter. Por isso, já estou procurando informações para assinar a GVT”.

Outro fator negativo para a Oi é o grande numero de reclamações contra a mesma. Até o momento, a GVT não possui nenhuma queixa registrada, no estado da Bahia. Entre as reivindicações contra a empresa da Telemar, as mais comuns são por cobrança indevida.

A Oi já está implantando medidas que modificam vários setores, principalmente o de atendimento. Foi entregue aos funcionários um manua, contendo o novo regimento da operadora. Entre as mudanças, estão um novo plano de 8MB para o serviço Velox, e as novas áreas de atuação da empresa, que devem ser divulgadas no início de 2009.

A GVT afirma que novos serviços devem estar disponíveis a partir do início do ano. Informa, também, que a área onde o serviço funciona está sendo expandida. A nova concorrente mostra que veio para ficar, investindo também nos serviços de telefonia fixa No entanto, resta saber se a historia da Vésper irá se repetir.

Ícaro Cassio

Nova gramática / Acordo ortográfico

dezembro 11, 2008

O acordo ortográfico, originalmente assinado em 16 de Dezembro de 1990, deve entrar em vigor, no Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2009. Já que a Comissão de Língua Portuguesa (COLIP), do Ministério da Educação, julgou já ter esperado tempo demais por uma decisão de Portugal.

O Brasil foi o primeiro país a ratificar o acordo, em setembro de 2004, quando a COLIP enviou para o governo uma proposta de implantação de reforma. Hoje, passado um ano, o presidente Lula assinou, em solenidade na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, o decreto que firma um prazo para instituição da reforma. O limite máximo estabelecido foi o 31 de dezembro de 2012.

Mudanças – O principal foco de mudanças das novas regras se encontra na acentuação. Um exemplo é o trema, que deixarará de existir, excetuando pelo seu uso em nomes próprios e derivados. O acento agudo será extinto em ditongos abertos, como “ei” e “oi”, em palavras paroxítonas (penúltima sílaba tônica). Nesta classe, também não será acentuado o uso de “i” e “u” tônicos, precedidos de ditongo, como na palavra “feiúra”,que passa a ser “feiura”.

Além disso, o alfabeto terá a incorporação definitiva das letras K, W e Y, ficando com a soma de 26 letras ao todo. Também haverá mudanças com palavras que levam hífen. A separação deixará de existir quando a segunda palavra começar com “s” ou “r”.

Resistência – Entre os próprios especialistas da COLIP, existem divergências em relação aos termos em que a mudança apresenta. No centro da discussão, encontra-se a dúvida da real necessidade da unificação, já que tais mudanças acarretam grande ônus ao governo. Com a mudança, os livros utilizados na rede pública de ensino, terão que ser reeditados.

Outro problema parecido, ocorre com os alunos em processo de formação (licenciatura). Segundo fontes, os professores de universidades públicas, considerados catedráticos em sua maioria, não tem informações suficientes à respeito das mudanças. Outros, não não apóiam as mesmas, pois consideram que algumas alterações fazem com que a Língua Portuguesa falada no Brasil irá perder suas particularidades.

Em declaração, o licenciado em Letras André Santana, afirmou que “a Língua Portuguesa é muito rica e singular. Com essas mudanças, o governo está tentando, de modo grosseiro, acabar com essas singularidades, algo que soa quase como um retorno à língua geral quinhentista. Qual será a próxima ignomínia à língua, a expurgação da crase?”.

Ícaro Cassio

Solidariedade humana, espírito contagiante

dezembro 11, 2008

A cidade de Santa Catarina está irreconhecível, exceto pela garra do povo. Quase todos, afetados com a tragédia ou não, estão fazendo alguma coisa. Existem, inclusive, fila nos hospitais com pessoas esperando para doar sangue. É incrível o espírito de solidariedade presente nesta cidade. Em apenas dois dias, a Campanha SOS Santa Catarina, que acontece em Uberaba, já arrecadou mais de trinta toneladas de doações para vítimas das chuvas. A maior contribuição até agora veio do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira. A instituição de ensino particular realizou campanha interna com alunos e conseguiu reunir um caminhão preenchido com roupas, calçados e alimentos.

O Parlamento do Mercosul aprovou, no dia 28 de novembro, uma declaração de solidariedade às vítimas da inundação, causada pelas fortes chuvas que caíram em Santa Catarina nos últimos dias. O fenômeno foi classificado pelos parlamentares como “a pior tragédia climática já ocorrida no estado”.

Na mesma declaração, sugerida pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP), os parlamentares do bloco pedem a todos os governos que ainda não o tenham feito que ratifiquem, “o mais breve possível”, o Protocolo de Kyoto sobre Mudanças Climáticas. Em sua proposta, Tuma recorda que as chuvas já causaram a morte de 99 pessoas em Santa Catarina, além de ogrigarem mais de 78 mil habitantes do estado a abandonar suas casas.
As enchentes, observa ainda o senador, levaram o governo estadual a declarar situação de calamidade pública em doze municípios catarinenses. Entre elas, localidades freqüentadas por turistas de outros países do Mercosul, como Blumenau e Camboriú.
De acordo com o chefe da Defesa Civil, Wellington Cruvinel, existe uma necessidade urgente por arrecadação de alimentos prontos, como enlatados, bolachas e leite, pois muitas famílias perderam tudo e não têm como cozinhar ou conservar os itens doados.

A pedido do prefeito, Anderson Adauto, a Igreja Católica vai passar um comunicado em todas as missas do fim de semana, convocando os fiéis a participarem das doações. É esperada a doação de água potável, alimentos não-perecíveis, material de higiene pessoal, como escovas e pasta de dente, sabonetes, absorventes femininos e fraldas descartáveis. Além de roupas, toalhas, lençóis, cobertores e produtos de limpeza. A Defesa Civil de Santa Catarina também requisita anti-séptico, gases, aspirina, paracetamol, Buscopam, esparadrapo, algodão e band-aid.

A adversidade é como um vento forte. “Arranca de nós tudo, menos o que não nos pode ser tirado, de maneira que nos vemos exatamente como somos.” (Arthur Golden). Solidariedade e amor ao próximo é mais do que uma ação voluntária, é uma responsabilidade de todo brasileiro, um povo heróico que não foge a luta.

Alexsandro Silva Santos

Programas populares, qualidades comunicacionais

dezembro 1, 2008

Ir onde o povo se encontra, essa é a nova forma de se chegar ao pico das audiências.

É cada vez maior o número de programas totalmente voltados para os dilemas da população. Antigamente, não muito atrativa e de pouca importância. Contudo, se tornou na atualidade um espaço disputadíssimo, pelos anunciantes e emissoras de tv.

A busca dos ‘sensacionalistas’ e melhores apresentadores, também é acirrada e tem provocado mudanças nos salários, e um ‘entra e sai’ nos canais de tv.

Atualmente, uma briga de família ou vizinhos, um roubo, uma prisão, um acidente e até o fim de um relacionamento, tudo pode virar uma matéria ou temas para melodias.

O que muitas vezes é chamado de ‘bizarro’ domina a programação de maior audiência, a mais popular do país. O ‘bizarro ou grotesco’ televisivo de nosso tempo não seria uma representação ambígua da dialética negativa que sustenta e organiza a sociedade brasileira? Estes programas utilizam uma metodologia onde o povo é à base de todo êxito, ou seja, do povo para o povo e com isso surge uma série de expressões como: “O fumo vai entrar”, “cartão verde”, “olha o bafafá” e muitas outras que invadem a nossa linguagem provocando grandes mudanças na significação do ato de se comunicar.

Ao abordar este peculiar fato, não se poderia facilmente cair na armadilha do preconceito social? Em suma, responder a estas questões indica a necessidade de se discutir a teia entre o objetivo e o subjetivo, a serem entendidos como uma unidade indissociável.

Os argumentos de Arlindo Machado (escritor) colidem com a idéia da prevalência da banalização televisiva que está no centro da tese do ‘grotesco’. O autor pensa que se pode ‘amar a TV’ e dá inúmeros exemplos de programas de qualidade no Brasil e, sobretudo, nos países do denominado primeiro mundo. Suas análises vão na contramão usual de se considerar este meio como o patinho feio das mídias. Lembra que a banalização existe na literatura, no cinema e demais espaços do mundo da vida. Para ele, a questão seria de repertório, isto é, do tipo de programação que é levada ao ar.

Ao usar o conceito de qualidade, Machado esbarra no complexo mundo da moral. O que é bom ou mau, belo ou feio etc, são determinados por sujeitos sociais.

A moral é operada no plano do simbólico, consistindo na principal vetor da consciência humana. Para achar que um programa é de boa ou má qualidade, em primeiro lugar tem de ser um sujeito social que possui interesses materiais, políticos, e que porta determinada cultura que permite julgar seu entorno. Aí se tem um problema, como julgar a quem julga? Quem definiria sem preconceitos a qualidade da programação?

Seriam os juízes, o Estado, os intelectuais, os sindicatos, os professores universitários etc.? Como se evitaria que preconceitos de classe, raça, sexo etc. pudessem ser estabelecidos ou passados de modo imperceptível por conterem um empuxo social irresistível?

A moral é subjetiva e nos empurra com muita facilidade para o subjetivismo, quando depositamos nela uma fé inabalável. Ela cega para um mundo multilateral e dita o que devemos selecionar do que vemos e sentimos. Portanto, o julgamento moral precisa partir do esclarecimento dos papéis dos sujeitos envolvidos. Para compreender o que se considera como qualitativamente apreciável seria necessário considerar quem são os múltiplos sujeitos envolvidos na programação televisiva, incluindo a audiência, os anunciantes, os produtores e até os intérpretes deste fenômeno comunicacional.

Alexsandro Silva Santos

A responsabilidade é de cada eleitor

dezembro 1, 2008

A eleição, realizada neste ano foi bastante informativa. A cidadania pôde ser percebida nas propagandas, na liberdade de expressão e principalmente nas instruções oferecida pela justiça eleitoral.

Os órgãos responsáveis pelas eleições TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realizaram uma pesquisa onde ficou constatado que nos últimos oito anos a população soteropolitana diminuiu em 60% o índice de analfabetismo e que 15% dos eleitores não deixavam os seus votos nulos ou em brancos.

A Política que sempre foi encarada como um assunto de pouca importância para a população, atualmente ganhou muito valor, pelo fato da conscientização da sociedade. Pratica comuns realizadas no passado, como suborno, boca de urna, troca de favores, foram terminantemente proibida com duras penas. Aparentemente eram inofensivas, mas culminava qualquer perspectiva de um futuro melhor. Muito dos infortúnios que ocorrem em nosso país é culpa também de cada cidadão, que neste período tem a chance de mudar a cara de todos os que se propõem a administrar nossa nação.

Um dos responsáveis direto, pelo sucesso do mandato de um político, é um eleitor crítico, consciente e que não desiste do crescimento de seu país. A grande certeza destes dados ficou registrada no dia 05/10/2008 às 20h:30min, quando ficou quase impossível detectar a diferença entre o primeiro colocado João Henrique com 30,97% e Pinheiro com 30,06%, sem falar no grande fracasso de ACM Neto com 26,68%.

A tática de polarizar as discussões em torno do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu certo em Salvador.

Os dois candidatos que se confrontaram ao longo da campanha do primeiro turno, em torno do tema “quem é mais amigo do presidente?”, João Henrique Carneiro (PMDB) e Walter Pinheiro (PT) arrancaram na reta final, desbancaram o candidato que liderou as pesquisas durante toda a campanha – Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) – e avançaram ao segundo turno da eleição. A votação, porém, foi apertada. Vimos todo tipo de propaganda política, das mais ridículas e/ou intelectuais até algumas que fazem algum sentido.

Ficou explícito que a população desta vez não se influenciou em parcerias como a do apresentador, radialista e jornalista Raimundo Varela, bispo Marcio Marinho, e muitas outras personalidades que arrastam multidões de fieis.

Ao buscar um candidato em quem votar, foi analisado alguém competente para desempenhar seu papel político, com responsabilidade, habilidade e compromisso na qualidade de agente político. “Votar em alguém incompetente é votar contra a nação. Dificilmente os candidatos são marinheiros de primeira viagem, logo neste quesito é possível avaliar grande parte dos candidatos”, comenta o cientista político Paulo Fábio Dantas Neto, da Universidade Federal da Bahia (UFBa).

Alexsandro Silva Santos.

Portabilidade Numérica

novembro 30, 2008

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou no dia 1º de março de 2007 a portabilidade numérica, que já começou a ser implantada no Brasil desde setembro deste ano. Portabilidade numérica é a possibilidade de o cliente manter seu número de telefone fixo ou móvel mesmo com a troca de operadora, plano de serviço ou endereço.

O novo serviço chega para facilitar a vida dos clientes da telefonia, mas quem fica com dor de cabeça com toda essa mudança são as próprias operadoras de telecomunicação. A grande maioria de seus clientes se diz fiel apenas por seu número telefônico que, na maioria das vezes, os acompanha por longas datas. Por isso, muitas vezes, a alteração é evitada, com a intenção de não perder os contatos.

Para muitos, o número do celular ou fixo já conhecido vira uma referência. Como um número de CPF ou RG. Com o novo sistema adotado pela Anatel, essa justificativa de fidelidade já está vencida na maioria dos estados brasileiros. O cliente pode circular por todas as operadoras telefônicas sem ter medo de perder o seu velho e querido número.

Mas o que pode facilitar a vida de alguns, complica para outros.

Quais serão as táticas utilizadas pelas operadoras para garantir a fidelidade de clientes de longas datas? Será investido mais capital nas propagandas publicitárias e promoções? O plano de marketing terá de ser completamente alterado com tal mudança? Como identificar para qual operadora será realizada uma chamada? Uma única palavra resume o que as operadoras de telefonia fixa e móvel necessitam: criatividade. A inovação e a criatividade são o segredo de tudo. Com um bom planejamento de marketing nem tudo estará perdido!

Victor Silveira

Turistas somem de Salvador

novembro 27, 2008

O Brasil começou na Bahia. O turismo, desde então, deu-se início neste estado banhado ao dendê das águas da baía de Todos os Santos. Foi em Salvador que tudo começou. Melhor falando, no Pelourinho, patrimônio cultural da humanidade. Um lugar altamente freqüentado por diversas pessoas em todo o mundo. Tão famoso que já virou tema de vários filmes e até cenário para vídeo clipe de Michael Jackson.

Tudo foi escrito no passado. O Pelourinho é passado, hoje um lugar bastante abandonado. Basta dar uma olhada rápida no lugar. Um freqüente turista da Bahia, Marcelo Kleiner, arquiteto de Via Mão, Rio Grande do Sul, diz que “Isso aqui já foi o berço da arte, hoje cheira a mofo. É triste ver um lugar que amo assim, morto”.

No entanto, o turismo em Salvador não vive somente de Pelourinho. Existe todo um centro histórico e local de atração de turistas como hotéis, entre outros. Igrejas, casarões e outros locais históricos estão dando lugar a prédios de luxo. Sem falar no fim das pedras portuguesas na orla da Barra.

É interessante ressaltar como o turismo tem fugido da cidade levando consigo os turistas. Hoje, os grandes hotéis e eventos se concentram no litoral verde. Grandes redes de hotéis internacionais criaram raízes por lá. E cria-se assim a diminuta quantidade de turista na cidade de Salvador. Exceto em grandes eventos, lembrando aqui o Carnaval, que acontece uma única vez no ano.

Uma outra problemática importante de ser ressaltada é o crescente número de formandos do curso de turismo. Há uma grande demanda de mão de obra e um número cada vez menor de espaço em Salvador para estes profissionais. Um olhar mais atento do governo para esse setor carente poderia alavancar uma antiga prática na cidade, o turismo. Não podemos esquecer o quanto Salvador é uma cidade turística. Aqui vivemos de turismo.

Marcos Rangel

“O erro dos universitários é achar que só a universidade basta”

novembro 26, 2008

Confira entrevista com Marcelo Gandra, ex-assessor de imprensa do governo da Bahia e atual supervisor do processo de clipping digital da empresa MidiaClip. O jornalista comenta novas tecnologias, globalização e a necessidade de ter um profissional de jornalismo qualificado.

Quais as novas propostas de trabalho para esse novo mercado?

Todos os dias se noticiam o fato de que há muitos jornalistas desempregados, e que o mercado de trabalho cada dia está mais restrito. Eu particularmente acho que os jornalistas são desempregados por não se adequarem ao meio em que vivem. O mercado cresce cada dia mais, sites de notícias, revistas, jornais, televisão, o mercado sente falta de bons profissionais. Curso superior todo mundo tem, uma carreira não é construída dentro da universidade, e sim fora. O erro dos universitários é achar que só a universidade basta.

Como as novas tecnologias afetaram o seu trabalho diretamente?

Trabalho com clientes exigentes que querem as notícias quase que imediatamente após sair na televisão. Acontecimentos internacionais podem mudar e afetar a economia de uma cidade no interior da Bahia, que será noticiado e comentado em jornais e rádios. E os clientes querem estar cientes de tudo sempre. Agora os jornalistas passam a ser formadores indiretos de opinião, então saber como eles estão influenciando as pessoas é necessário para qualquer grande empresa.

E o dos jornalistas?

Os jornalistas têm que estar sempre informados sobre tudo, saber discutir qualquer tipo de assunto, argumentar bem e ter boa locução. Hoje escrever sobre um acontecimento e ler um letreiro que passa na tela de uma televisão todos sabem. O diferencial é o quanto completo você é, e o quanto pode oferecer de inovação para a empresa.

O senhor acha que ainda existe certo preconceito com os jornalistas?

Eu não diria preconceito, é uma palavra muito forte e negativa, definiria mais como falta de informação. As pessoas ainda acham que o jornalista é aquele que corre atrás de tragédias e artistas, a famosa imprensa marrom. O trabalho do jornalista é muito mais intenso que isso. Além do amplo leque de oportunidades, como assessor de imprensa, fotografo jornalístico, documentarista, editor, escritor, pauteiro, editor de fotografia, radialista, entre outros diversos. O trabalho de um jornalista ainda tem que ser bastante reconhecido pelo mundo.

Brenno A. B. Espírito Santo.

A reinvenção do jornalismo

novembro 25, 2008

Foi-se o tempo em que o jornalismo era feito somente de furos e reportagens extraordinárias, com caráter somente de informar ao leitor os acontecimentos mais marcantes do dia a dia. Hoje o jornalismo tem sofrido mudança em suas diversas formas. As mudanças tecnológicas, econômicas e mercadológicas influenciam diretamente a ação do jornalismo, no Brasil e no mundo.

Em conversa com o sociólogo e pós-graduado em sociedade e comunicação, Professor Uivan Lima, ele afirma que: “ao longo das revoluções da humanidade, o jornalismo foi mudando, desde seu caráter físico, até o ideológico. Antigamente o jornalismo tinha o caráter informativo. Somente os que se arriscavam a falar de questões sociais foram reprimidos, e alguns desaparecidos, no período da ditadura. Hoje, o jornalista precisa ter a sua opinião formada, mesmo que não possa transmiti-la diretamente, saber argumentar e convencer de que ele está certo, é um atributo básico para qualquer jornalista”.

Questionado sobre qual das revoluções da história seria a mais importante e significativa para o desenvolvimento, não só para o jornalismo, mas para a comunicação social em si, Uivan foi claro. “Não existe o mais importante, ao longo do tempo foram diversos, um não ocorreria sem o outro. Mas com certeza um dos mais importantes foi a globalização. Passamos a ser afetados pelo que acontece em todo o mundo, consumir e absorver diversas culturas, que nos influenciam diretamente. Com isso, veio a necessidade de evoluir na tecnologia, criar a internet que iria interligar diversas culturas em apenas um clique. Informações ao vivo e em 24 horas. Aquele que não se permitir aproveitar e entender esse novo mundo ficará fora do mercado de trabalho”.

Com tantas mudanças acontecendo, o mercado de trabalho também se modifica e, assim, a necessidade de buscar profissionais experientes para suprir essa necessidade. Não é difícil encontrar alguém que fale inglês ou tenha curso básico de informática. Atualmente, os profissionais devem estar envolvidos e saber lidar com esse mundo globalizado. Os profissionais dos meios de comunicação de massa (jornal impresso, rádio, televisão e internet), precisam estar alertas a tudo.

Brenno A. B. Espírito Santo

A força da publicidade

novembro 24, 2008

A chegada de Dom João VI ao Rio de Janeiro, em maio de 1808, abriu as portas do Brasil para o mercado externo, com o comércio de iguarias trazidas pelos lusitanos. Nasce também assim um país e um lugar de intenso mercado. Assim a propaganda brasileira foi. Mas foi na década de 30 que ocorreu o início da propaganda técnica no Brasil com o objetivo de vender produtos, preservar espaços no mercado e introduzir novas marcas.


De lá para cá, a propaganda mudou muito o seu conceito, na sua forma de se expressar, persuadir as pessoas e modo de fazer a propaganda em si. De forma que os consumidores tornaram-se mais vulneráveis e com uma menor capacidade de raciocínio. Isso aconteceu por causa da mudança brutal no estilo de vida das pessoas. Com isso, as propagandas começaram a ser feitas diretamente para o consumidor, de acordo com o seu comportamento e ao seu estilo de vida.


A tecnologia é a grande responsável por essa evolução da propaganda no mundo. As grandes agências, como a W/Brasil do publicitário Washington Olivetto, possuem cada vez mais equipamentos de última geração. Eles são utilizados na construção de peças premiadas pela qualidade e competência dos profissionais.


Uma das estratégias usadas na construção de uma propaganda é a relação que ela tem com o imaginário popular. Um exemplo disso são as comuns propagandas Nazi-fascistas, típicas de governos em época de campanha política. Onde políticos se dispõem a fazer algo que outros gestores não fizeram antes. Conseguem, assim, criar estrategicamente um vínculo e ganhar o reconhecimento dos seus eleitores, mesmo que nada prometido aconteça.


O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, afirmou que o governo Lula utiliza uma propaganda nazi-fascista, para convencer o imaginário popular de que fez obras e projetos que nunca saíram do papel e nem sequer foram realizados na gestão atual. Essas propagandas vêm do bolso do contribuinte e são milhões de reais gastos com orçamento publicitário, importante para a manutenção das redes televisivas.


Uma parte da manutenção de programas como Faustão, Raul Gil e CQC da emissora de TV Band, vem da verba de anúncios feitos no decorrer do programa. Para ter a sua vinheta cantada no programa do Faustão, por exemplo, a Fininvest paga um valor mensal bem salgado.


A propaganda fideliza o cliente ao produto ou ao serviço prestado, e o grande diferencial é a fusão de um bom serviço prestado – que atenda as necessidades do cliente – com um bom anúncio publicitário. A propaganda deve ser a grande heroína da campanha, e não o profissional publicitário.


Tierre Paixão